Resumo
This article analyzes the admission and retention of deaf students in Brazilian Higher Education, discussing the shift from a clinical-therapeutic paradigm to a socio-anthropological one. The theoretical framework is based on concepts of identity, subjectivity, and alterity, highlighting Libras not merely as an accessibility resource, but as an ontological territory and a pillar of intellectual autonomy. The study emphasizes that effective inclusion transcends legal access and physical presence. In this context, the role of the Sign Language Translator and Interpreter (TILSP) is examined as an essential technical-political function operating within pedagogical border zones. However, the paper warns against “exclusionary inclusion,” which occurs when institutions outsource accessibility to the interpreter without fostering an institutional bilingual culture. It concludes that the presence of deaf students prompts a refoundation of the academic space, transforming the university into a field of resistance and knowledge production based on visual experience. Successful retention depends on attitudinal and pedagogical policies that validate deaf difference as epistemological wealth and promote student agency in their scientific careers.
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