INTERNATIONAL AND BRAZILIAN FAIR TRADE: A COMPARATIVE SOCIOLOGICAL ANALYSIS OF MARKET MODELS AND RATIONALITIES
PDF (Portuguese)

Keywords

fair trade; solidarity economy; economic sociology; Karl Polanyi; certification; public policies; hybrid market.

How to Cite

Daniel Alves Carvalho, A. . (2026). INTERNATIONAL AND BRAZILIAN FAIR TRADE: A COMPARATIVE SOCIOLOGICAL ANALYSIS OF MARKET MODELS AND RATIONALITIES. Revista Gênero E Interdisciplinaridade, 7(02), 524-555. https://doi.org/10.51249/gei.v7i02.2928

Abstract

The article presents a sociological comparative analysis between the international fair trade model (WFTO/Fairtrade International) and the Brazilian fair and solidarity trade model (SNCJS), which is linked to the solidarity economy and public policies. Based on Karl Polanyi and the notion of the (re)embeddedness of the economy, it interprets fair trade as a countermovement against deregulated commodification, seeking to reorient markets according to principles of social justice, sustainability and labour rights. Through qualitative documentary research (standards, decrees, reports and literature from 2004 to 2014), the study systematizes definitions, principles, target groups, certification mechanisms, participation criteria and actors’ views. It shows that the international model constitutes a private regime of ethical regulation of North–South global value chains, grounded in thirdparty certification and technicalcontractual criteria that tend to favour more structured organizations. The Brazilian model, in turn, configures a hybrid market, publicly and socially regulated, centred on Solidarity Economic Enterprises, public–social governance arrangements and guarantee mechanisms that combine audited certification, participatory systems and state declarations. It concludes that this hybridity broadens the substantive dimension of economic rationality, bringing fair trade closer to agendas of local development, socioproductive inclusion and the democratization of market relations.

PDF (Portuguese)

References

Abramovay, R. (2004). Entre Deus e o Diabo: Mercados e interação humana nas ciências sociais. Tempo Social, 16(2), 35–64. https://doi.org/10.1590/S0103-20702004000200002

Bossle, M. B., & Pedrozo, E. A. (2012). Comércio justo: Em que estágio estamos? Revista de Gestão Social e Ambiental, 6(2), 33–44. https://doi.org/10.5773/rgsa.v6i2.428.

Brasil. (2005). Cartilha de comércio ético e solidário no Brasil. São Paulo, Brasil: Faces do Brasil.

Brasil. (2010). Decreto n.º 7.358, de 17 de novembro de 2010. Institui o Sistema Nacional de Comércio Justo e Solidário – SNCJS, cria sua Comissão Gestora Nacional e dá outras providências. Brasília, DF: Presidência da República. Recuperado em 8 agosto 2013, de http://www.planalto.gov.br/ccivil*03/*ato2007-2010/2010/decreto/d7358.htm

Carvalho, A. D. A. (2015). A construção social do mercado fair trade no Brasil e no mundo (Dissertação de mestrado). Universidade Federal de Alagoas, Maceió, Brasil.

Coelho, S. L. (2015). Sobre a justiça no comércio e as escolhas morais de consumo: O caso dos consumidores. Revista da Faculdade de Letras da Universidade do Porto – Sociologia, Número Temático “Práticas de consumo: valores e orientações”, 15–40.

Coelho, S. L., & Neto, H. V. (2011). Consumo responsável: Uma tentativa de problematização de um fenómeno social contemporâneo. In H. V. Neto & S. L. Coelho (Orgs.), Novas dimensões do consumo na sociedade contemporânea (pp. 8–28). Porto, Portugal: Instituto de Sociologia da Universidade do Porto.

Cotera, A., & Ortiz, H. (2009). Comércio justo. In A. D. Cattani et al. (Coords.), Dicionário internacional da outra economia (pp. 60–67). Coimbra, Portugal: Almedina.

Daws. (2008). Fair trade 2007: New facts and figures from an ongoing success story. Culemborg, Países Baixos: EFTA. Recuperado em 10 dezembro 2013, de http://www.eftafairtrade.org/

Faces do Brasil. (2004). Cartilha de comércio ético e solidário no Brasil. São Paulo, Brasil: Faces do Brasil. Recuperado em 10 agosto 2013, de http://www.facesdobrasil.org.br/midiateca/doc_download/62-cartilha-o-comercio-etico-e-solidario-no-brasil.html

Fairtrade Labelling Organizations International. (2006). O que é o comércio justo? Uma introdução à certificação de comércio justo. Bonn, Alemanha: FLO e.V.

Fairtrade Labelling Organizations International. (2014). Aims of Fairtrade standards. Recuperado em 10 janeiro 2014, de http://www.fairtrade.net/aims-of-fairtrade-standards.html

Fairtrade Labelling Organizations International. (2019). 2018–19 annual report: Choosing a fairer future through trade. Bonn, Alemanha: Fairtrade International. Recuperado em 15 junho 2020, de https://files.fairtrade.net/publications/2018-19*FI*AnnualReport.pdf

França, C. L. (2002). Apresentação. In C. L. França (Org.), Comércio ético e solidário (pp. 5–13). São Paulo, Brasil: Fundação Friedrich Ebert/ILDES.

Gendron, C., Bisaillon, V., & Rance, A. I. O. (2009). The institutionalization of fair trade: More than just a degraded form of social action. Journal of Business Ethics, 86, 63–79. https://doi.org/10.1007/s10551-008-9874-2

Granovetter, M. (2007). Ação econômica e estrutura social: O problema da imersão. RAE-eletrônica, 6(1), 1–41.

Granovetter, M. (2009). Ação econômica e estrutura social: O problema da imersão. In A. C. B. Martes (Org.), Redes e sociologia econômica (pp. 31–68). São Carlos, Brasil: EdUFSCar.

Gruninger, B. (2004). Comércio justo (Fair Trade): Compras com gosto social. São Paulo, Brasil: Business and Social Development (BSD-Brasil).

Guerreiro Ramos, A. (1966). Administração e estratégia do desenvolvimento: Elementos de uma sociologia especial da administração. Rio de Janeiro, Brasil: FGV.

Guerreiro Ramos, A. (1989). A nova ciência das organizações: Uma reconceituação da riqueza das nações. Rio de Janeiro, Brasil: FGV.

Kamlot, D., & Schmitt, V. G. H. (2015). Comércio justo e consumo responsável: Entre o discurso e a prática de marketing das grandes organizações. Revista de Gestão Social e Ambiental, 9(3), 65–79. https://doi.org/10.24857/rgsa.v9i3.1068

Laforga, G. (2005). Comércio justo: Impactos, desafios e tendências em uma análise do debate internacional. In Anais do XLIII Congresso da Sociedade Brasileira de Economia e Sociologia Rural (pp. 1–24). Ribeirão Preto, Brasil: SOBER.

Lima, J. V. R. B. C., & Carvalho, A. D. A. (2020). A construção social do mercado fair trade no Brasil e no mundo. Latitude, 14(1), 136–161. https://doi.org/10.28998/lte.2020.n.1.10667

Lyon, S. (2006). Evaluating fair trade consumption: Politics, defetishization and producer participation. International Journal of Consumer Studies, 30(5), 452–464. https://doi.org/10.1111/j.1470-6431.2006.00530.x

Machado, N. M. C. (2010). Karl Polanyi e a nova sociologia económica: Notas sobre o conceito de (dis)embeddedness. Revista Crítica de Ciências Sociais. Recuperado em 4 novembro 2014, de http://rccs.revues.org/1771

Martins, R. D., & Unterstell, N. (2009). Comércio justo, saberes locais e articulação de atores: Lições do Projeto Arte Baniwa no Brasil. Administração Pública e Gestão Social, 1(4), 44–64.

Mascarenhas, G. C. S. (2007). O movimento do comércio justo e solidário no Brasil: Entre a solidariedade e o mercado (Tese de doutorado). Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil.

Mendonça, H. (s.d.). Comércio justo e economia solidária no Brasil e o papel da política pública na sua promoção. Mercado de Trabalho: Conjuntura e Análise, 1(0), 59–66.

Ministério do Trabalho e Emprego. (2006). Atlas da economia solidária no Brasil 2005. Brasília, Brasil: MTE/SENAES. Recuperado em 10 outubro 2014, de http://portal.mte.gov.br/ecosolidaria/atlas-da-economia-solidaria-no-brasil.htm

Ministério do Trabalho e Emprego. (2013). Sistema Nacional de Informações em Economia Solidária (SIES): Base de dados 2013. Acontece no SENAES: Boletim informativo (edição especial). Brasília, Brasil: MTE/SENAES.

Murray, D., Raynolds, L. T., & Taylor, P. L. (2003). One cup at a time: Poverty alleviation and fair trade coffee in Latin America. Fort Collins, CO: Fair Trade Research Group, Colorado State University.

Oliveira, M. K. S., & Melo, R. (2003). Redes solidárias e mercado justo: Alternativas para a planetariedade sustentável. T&C Amazônia, 1(3).Oliveira, R. F., et al. (2008). Efeito do fair trade na Cooperativa de Agricultores Familiares de Café de Poço Fundo, MG. Organizações Rurais & Agroindustriais, 10(2), 211–225.

Polanyi, K. (2011). A grande transformação: As origens de nossa época. Rio de Janeiro, Brasil: Campus.

Santana, A. K. D. (2007). Os limites do comércio justo. In Anais do XIII Congresso Brasileiro de Sociologia. Recife, Brasil: Sociedade Brasileira de Sociologia.

Santos, L. S., & Serafim, M. (2016). O comércio justo e sua interface com a sociologia econômica: Algumas possíveis interpretações desta relação. In Anais do XIX SEMEAD – Seminários em Administração. São Paulo, Brasil: FEA/USP.

Schneider, J. (2012). Relatório da pesquisa mundial de comércio justo: Parte 1. Brasília, Brasil: SEBRAE.

Sena, C. A. R. (2006). Comércio justo: Alternativa de comercialização e desenvolvimento social. Bahia Agrícola, 7(3).

Serva, M. (1997). A racionalidade substantiva demonstrada na prática. Revista de Administração de Empresas, 37(2), 18–30.

Swedberg, R. (2004). Sociologia econômica: Hoje e amanhã. Tempo Social, 16(2), 7–34.

Tallontire, A. (2000). Partnerships in fair trade: Reflections from a case study of Café Direct. Development in Practice, 10(2), 166–177.

Tiburcio, B. A., & Valente, A. L. E. F. (2007). O comércio justo e solidário é alternativa para segmentos populacionais empobrecidos? Estudo de caso em território Kalunga (GO). Revista de Economia e Sociologia Rural, 45(2), 497–519.

Weber, M. (1991). Economia e sociedade: Fundamentos da sociologia compreensiva (R. Barbosa & K. E. Barbosa, Trads.). Brasília, Brasil: Editora da UnB.

Weber, M. (1994). Economia e sociedade. Brasília, Brasil: Editora da UnB.

World Fair Trade Organization. (2013). The WFTO guarantee system handbook. Culemborg, Países Baixos: WFTO. Recuperado em 13 novembro 2013, de http://wfto.com/wfto-guarantee-system-handbook

World Fair Trade Organization. (2016). Definition of fair trade. Recuperado em 16 julho 2016, de http://www.wfto.com/fair-trade/definition-fair-trade

Wilkinson, J. (2002). Sociologia econômica, a teoria das convenções e o funcionamento dos mercados: “Inputs” para analisar micro e pequenos empreendimentos agroindustriais no Brasil. Ensaios FEE, 23(2), 93–119.