Abstract
This work compares the song "Faroeste Caboclo" by the band Legião Urbana with the film "The Count of Monte Cristo" (2024), based on the novel by Alexandre Dumas. The aim is to investigate, from an intermedial and intertextual perspective, the thematic, structural, and stylistic convergences and divergences between these two works, focusing on universal themes such as revenge, justice, and redemption. The overall objective is to analyze how different artistic languages, music and cinema, address human experiences of pain, exclusion, resistance, and transformation, and how these narrative forms critique contexts of social inequality and oppression. The methodology combines film analysis, based on the concepts of Manuela Penafria (2009), and musical semiotics, according to Cleyton Vieira Fernandes (2014), allowing for a cross-reading of the narrative, symbolic, and expressive resources of each work. The theoretical framework is anchored in authors such as Paul Ricoeur (2010), Muniz Sodré (1988), Coelho (2002), and Tzvetan Todorov to discuss narrative structures, as well as Croatto (2001), Saussure, Peirce, and Bourdieu (2010) to explore the symbolic and ideological dimensions of languages. As a result, the research shows that, despite cultural and temporal differences, the two works share archetypes and narrative strategies that enhance their social critiques. João de Santo Cristo and Edmond Dantès, each in their own context, are tragic characters driven by a justice that mixes with revenge, exposing the moral contradictions of their worlds. Both narratives destabilize boundaries between ethics and violence, reason and emotion, revealing the power of art in expressing the human condition.
References
ARCHANJO, R.M.; LUDOVICE, C.A.B.; OLIVEIRA, C.de F. Práticas Discursivas de Multiletramentos em Sala de Aula a Partir da Canção “Faroeste Caboclo”, da Banda Legião Urbana: Aplicação da Base Nacional Curricular Comum (BNCC) no Ensino Médio. Revista Educação, Batatais, v. 11, n. 2, p. 189-206, jul./dez. 2021.
AUGUSTO, Sérgio. Esse mundo é um pandeiro: o cinema e a estética do faroeste. São Paulo: Companhia das Letras, 2004.
BOURDIEU, Pierre. O Poder Simbólico. Tradução Fernando Tomaz. 14ª ed. – Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2010. p.08.
CANDIDO, Antonio. Da vingança. In: CANDIDO, Antonio. Tese e antítese. São Paulo: Cia Editora Nacional, 1971.
CARNEIRO, Éverton Nery. Mitologia grega e bíblica: narrativas de transgressão. Salvador: Eduneb, 2018.
CARVALHO, L. da S., & SILVA, A. C. M. da. O gênero narrativo e Renato Russo: a formação de leitores cidadãos. Revista Eletrônica Científica Da UERGS , 7(3), 248–257. 2021. Disponível em < https://revista.uergs.edu.br/index.php/revuergs/article/view/3279 > Acessado em 22 de fevereiro de 2025.
CAVALCANTI, Anna Hartmann. Símbolos e alegoria: a gênese da concepção de linguagem em Nietzsche. São Paulo: Annablume; Fapesp. Rio de Janeiro: DAAD, 2005.p.249-250.
COELHO, Luiz Antonio. Imagem narrativa. Palestra para o Curso Básico de Design de RPG, Coordenação Central de Extensão, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, out-dez. 2002.
CROATTO, José Severino. As linguagens da experiência religiosa: uma introdução à fenomenologia da religião. Tradução de Carlos Maria Vásquez Gutiérrez – São Paulo: Paulinas, 2001. p.84.
FERNANDES, Cleyton Vieira. Semiótica Musical: Princípios Teóricos e Aplicações sobre o Discurso Musical. São Paulo: USP, 2014.
FERREIRA, Carlos. Literatura e Canção: O Realismo Urbano na Música Brasileira. São Paulo: Ed. Cultura e Sociedade, 2020.
FOUCAULT, Michel. A verdade e as formas jurídicas. Tradução de Roberto Cabral de Melo Machado e Eduardo Jardim Morais. Rio de Janeiro: Nau, 1966. p.38.
GENETTE, Gérard. Narrative Discourse: An Essay in Method. Ithaca: Cornell University Press, 1983.
HUTCHEON, Linda. A Theory of Adaptation. New York: Routledge, 2006.
KRASTANOV, Stefan. Nietzsche: pathos artístico versus consciência moral. Jundiaí. Paco Editorial. 2011.p.85.
MARCELO, Carlos. Renato Russo: o filho da revolução. Rio de Janeiro: Agir, 2012.
MOTTA, Luiz Gonzaga. “A narrativa mediada e a permanência da tradição: percurso de um anti-herói brasileiro”. Estudos de Literatura Brasileira Contemporânea, n. 38, p. 1-15, dez. 2011. Disponível em: https://www.scielo.br/j/elbc/a/6VRFb6qtwnYn584dMg9hG8q/?lang=pt. Acesso em 25 de fevereiro de 2025
PEIRCE, Charles Sanders. Semiótica e Filosofia. São Paulo: Perspectiva, 2003.
PENAFRIA, Manuela. Análise de Filmes: Conceitos e Metodologia(s). Lisboa: Ed. Comunicação e Cinema, 2009.
PEREIRA, João. A semiótica da música brasileira. São Paulo: Ed. Música e Cultura, 2019.
REIS, Carlos. Para uma teoria da figuração. Sobrevidas da personagem ou um conceito em movimento. Letras de Hoje, Porto Alegre, v. 52, n. 2, p. 129-136, abr.-jun. 2017 Disponível em < chrome-extension://efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/https://www.scielo.br/j/lh/a/j7fzpJtLrSHXfwDRFNd8CmR/?lang=pt&format=pdf > Acessado em 19 de fevereiro de 2025.
RICOEUR, Pau. Escritos e Conferências I: em torno da psicanálise. Textos reunidos e preparados por Catherine Goldenstein e Jean-Louis Schlegel. Tradução Edson Bini. São Paulo. Edições Loyola, 2010. p.197.
RODRIGUES, Ana. Música e Sociedade: A Poética Social de Renato Russo. Porto Alegre: Ed. Arte e Política, 2021.
SANTAELLA, Lucia. O que é Semiótica? São Paulo: Brasiliense, 1983.
SAUSSURE, Ferdinand de. Curso de Linguística Geral. São Paulo: Cultrix, 2006.
FELIPE, Cleber Vinicius do Amaral. O Conde de Monte-Cristo e a catábase de Edmund Dantès. Revista USP • São Paulo • n. 129 • p. 113-126 • abril/maio/junho 2021. Disponível em < https://www.revistas.usp.br/revusp/issue/view/12074 > Acessado em 21 de fevereiro de 2025.
SILVA, Maria. O Romantismo Francês e suas Narrativas Complexas. Rio de Janeiro: Ed. Letras Vivas, 2020.
SODRÉ, Muniz. Best-seller: a literatura de mercado. São Paulo: Ática, 1988, 2ª ed.
TEIXEIRA, Fabiana Cristina; MOREIRA Jacqueline de Oliveira. Faroeste Caboclo: leitura psicanalítica de uma canção. Psicologia em Estudo, vol. 22, núm. 1, pp. 117-127, 2017. Disponível em < https://www.redalyc.org/journal/2871/287154862010/html/ > Acessado em 24 de fevereiro de 2025
TEIXEIRA, Mona Lisa Bezerra. Sob a Égide da Revolta – O Conde de Monte Cristo e a Crítica de Antonio Candido. Revista do GELNE, v. 20, n. 1, p. 273-284, 2018. Disponível em < https://periodicos.ufrn.br/gelne/issue/view/748 > Acesso em 22 fevereiro de 2025.
TEIXEIRA, Mona Lisa Bezerra. Sob a égide da revolta – O Conde de Monte Cristo e a crítica de Antonio Candido. Revista do GELNE, v. 20, número 1, 2018. Disponível em < file:///C:/Users/UNEB/Downloads/vrds,+Mona+Lisa+B.+Teixeira-Sob+%C3%A9gide+da+revolta-Conde+Monte+Cristo-Leituras+ACandido2018_diagramado.pdf > Acessado em 20 de fevereiro de 2025.
TOASSI, Andresa Jaqueline et al . O movimento de João de Santo Cristo no mundo: a via-crúcis de uma identidade. Aletheia, Canoas, n. 27, p. 139-156, jun. 2008. Disponível em http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-03942008000100011&lng=pt&nrm=iso > Acessado em 26 fevereiro 2025.
