CASE STUDY IN THE BENJAMIN CONSTANT COMMUNITY IN BRAGANÇA- PARÁ: AN ANALYSIS OF TERRITORY IN RURAL SPACE (1894-2024)
PDF (Portuguese)

Keywords

geography, community, territory and rural space

How to Cite

da Silva Matos, J. . (2025). CASE STUDY IN THE BENJAMIN CONSTANT COMMUNITY IN BRAGANÇA- PARÁ: AN ANALYSIS OF TERRITORY IN RURAL SPACE (1894-2024). Revista Gênero E Interdisciplinaridade, 6(04), 45-89. https://doi.org/10.51249/gei.v6i04.2578

Abstract

This paper analyzes the geographic and territorial formation of the Benjamin Constant community, located in the municipality of Bragança-PA. Founded in 1894 as a colonial center, it received Spanish and Northeastern immigrants to promote agriculture and supply the capital, Belém. Using quantitative and qualitative methodology and case study, the research investigated, through interviews, questionnaires and bibliographical survey, the territorial and socioeconomic transformations of the community. Three his- torical cycles shaped the territory: railway (1908–1964), road (from 1956) and electric (from 2008). The closure of the railway caused isolation, rural exodus and population decline - today with only 127 residents. Despite this, family farming persists, adapting to market demands, such as the Geographical Indication of Bragança flour. The study highlights challenges such as precarious infrastructure, lack of public policies and loss of territorial identity, contrasting with the cultural and productive resistance of the residents. It concludes that valuing local history and strengthening family farming are essential for sustainable development and the permanence of families in the countryside.

PDF (Portuguese)

References

BELL, Judith. Como realizar um projeto de investigação. Lisboa: Gradiva, 1997. BOSI, Alfredo.Dialética da colonização.9 ed.São Paulo: Companhia das Letras,2012.

BRITO, Jakeline Almeida. Geografia da Mandioca na Amazônia Paraense: meio geográfico, modo de vida e a cultura da farinha no meio rural do município de Bragança (PA). Dissertação (Mestrado) – Programa de Pós-Graduação em Geografia, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Federal do Pará, Belém, 2020.

CARVALHO, José Paes. O Pará em 1900: quarto centenário do descobrimento do Brasil. Pará: Imprensa de Alfredo Augusto Silva, 1900.

CHIZZOTTI, Antonio. Pesquisa em ciências humanas e sociais. 8. ed. São Paulo: Cortez, 2006.

COUTO, Ronaldo Costa. Brasília Kubitschek de Oliveira. Editora Record, São Paulo, 2006.

COELHO FILHO, Narciso Moreira; BAIMA, Thiago de Souza; PONTES, Michele da Silva. A economia gomífera da cidade de Remate de Males na configuração do território amazônico. Revista Geopolítica Transfronteiriça, v. 1, n. 2, p. 43-59, 2017.

CONSELHO NACIONAL DE ESTATÍSTICA. Ferrovias do Brasil. Rio de Janeiro: SERGRAF do IBGE, 1948.

CONSELHO NACIONAL DE ESTATÍSTICA. I centenário das ferrovias brasileiras. Rio de Janeiro: SERGRAF do IBGE, 1954.

COSTA, Roseane Guimarães Cabral. Territorialidade e condições de vida dos indígenas Cocama da comunidade Nova Esperança de Manaus - AM. Dissertação (Mestrado em Sociedade e Cultura na Amazônia) – Universidade Federal do Amazonas, Manaus, 2014.

CRUZ, Ernesto. A Estrada de Ferro de Bragança: visão social, econômica e política. Belém: SPVEA, 1955.

ESTEVES, Maria Helena. Os percursos da cidadania na Geografia escolar portuguesa. Dissertação (Doutoramento em Geografia) – Universidade de Lisboa, Lisboa, 2010.

FERREIRA, Francisco Melo; NAVES, Maria do Carmo. Estudo de caso: uma oportunidade de fazer Geografia e esquecer os exames. In: VIº Colóquio Ibérico de Didática da Geografia. Anais [...]. Porto: 2013

GURGEL, Fábio. A questão agrária no Brasil: frentes pioneiras e modernização conservadora. 2. ed. São Paulo: Contexto, 2000.

HISTÓRIA SOCIAL DO CAMPESINATO. Apresentação geral. São Paulo: UNESP, 2008/2009.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Censo Brasileiro de 2022, Bragança-Pará. Brasília: IBGE, 2022.

MINAYO, Maria Cecília de Souza. Ciência, técnica e arte: o desafio da pesquisa social. In: MINAYO, Maria Cecília de Souza (org.). Pesquisa social: teoria, método e criatividade. 18. ed. Petrópolis: Vozes, 1994. p. 9-29.

MINAYO, Maria Cecília de Souza. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. 7. ed. São Paulo: Hucitec; Rio de Janeiro: Abrasco, 2000.

MINISTÉRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE PARÁ. Departamento de Gestão do SUS. Boletim Informativo Socioeconômico Benjamin Constant. Bragança: Ministério da Saúde, 2024.

MORAES, Antônio Carlos Robert. Bases da formação territorial do Brasil: o território colonial brasileiro no longo século XVI. São Paulo: Hucitec, 2000.

NAHUM, João Santos. Notas sobre a Formação Territorial da Amazônia Paraense: do meio natural ao meio técnico. In: SILVA, Christian da.; PAULA, Cristiano Q de; SILVA, João Marcio P. da. (Orgs.) Produção espacial e dinâmicas socioambientais no Brasil setentrional. 1. ed. Belém: GAPTA/UFPA, 2024. p. 23- 42.

NUNES, Francivaldo Alves. Colônias Agrícolas na Amazônia. 1. ed. Belém: Editora Estudos Amazônicos, 2012. p. 11,14 e 16.

NONATO DA SILVA, Dário Benedito Rodrigues. Ao apito do trem: história social e política da Estrada de Ferro de Bragança. 2008. Apresentação de trabalho (Conferência ou palestra).

PENTEADO, Antônio Rocha. Problemas da colonização e uso da terra da Região Bragantina do Estado do Pará. Belém: Universidade Federal do Pará, 1967. p. 164- 165.

PONTE, João Pedro. Investigar a nossa própria prática. In: GTI (org.). Reflectir e investigar sobre a prática profissional. Lisboa: APM, 2002. p. 5-28.

SANTOS, Milton. Paisagem e Espaço. In: SANTOS, Milton. Metamorfoses do espaço habitado. São Paulo: Hucitec, 1988/1998. p. 20-26.

SAQUET, Marcos Aurélio. Abordagens e concepções de território. São Paulo: Expressão Popular, 2007.

SAQUET, Marcos Aurélio. Os tempos e os territórios da colonização italiana: desenvolvimento econômico da Colônia Silveira Martins (RS). Porto Alegre: EST, 2003.

SAQUET, Marcos Aurélio. Proposições para estudos territoriais. GEOgraphia, v. 8, n. 15, 2006. Disponível em: https://periodicos.uff.br/geographia/article/view/13511.

SAQUET, Marcos Aurélio. Território e identidade. In: X Encontro de Geógrafos da América Latina. Anais [...]. São Paulo: Universidade de São Paulo, 2005. p. 13869- 13881.

SILVA, Josiel da Luz. Bragança: urbanização em tempo de epidemia (1870-1902). 2015. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em História) – Universidade Federal do Pará, Bragança, 2015.

SIQUEIRA, José Leôncio Ferreira de. Trilhos: “O caminho dos sonhos” (Memorial da estrada de Ferro de Bragança). Pará: Bragança, 2008. p. 238.

SOUSA, Maria José; DE CARVALHO, Maria Margarida; BAPTISTA, Cristina Sales. Como Fazer Investigação, dissertações, teses e relatórios, segundo Bolonha. Lisboa: Lidel, 2011.

SOUZA, Luciano Andrade. A Estrada de Ferro de Bragança e a produção do espaço na Amazônia: reflexões acerca do Município de Benevides (PA). Revista do Instituto Histórico e Geográfico do Pará (IHGP), v. 5, n. 01, p.123 – 136 2024.

SOUZA, Mauricio Cordeiro. Ritama Yamimim Katupe: Os Kokama de Sapotal. 2018. Trabalho de Conclusão (Bacharelado em Antropologia) – Universidade de Brasília - UnB, Brasília, 2018.

SOUZA, Marcelo Lopes de. O território: sobre espaço e poder, autonomia e desenvolvimento. In: CASTRO, Iná et al. (orgs.) Geografia: conceitos e temas. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1995.

SCHNEIDER, S.; NIEDERLE, P. A. Agricultura Familiar e Teoria Social: a diversidade das formas familiares de produção na agricultura, cap. 32, in: II Simpósio Internacional sobre Savanas Tropicais. Brasília, 2008.