Resumo
Este artigo apresenta uma pesquisa bibliográfica de abordagem qualitativa que analisa as implicações da Inteligência Artificial (IA) na formação da consciência crítica. O estudo discute, inicialmente, as contribuições da filosofia para o desenvolvimento do pensamento crítico, evidenciando sua relevância no contexto do avanço científico e tecnológico contemporâneo. Em seguida, examina-se a liquidez do pensamento racional e a possível atenuação da criticidade na era digital, considerando seus efeitos sobre os sujeitos cognoscentes. A investigação adota uma abordagem analítico-crítica, fundamentada em produções científicas disponíveis em língua portuguesa. Os resultados indicam que a Inteligência Artificial não exerce, por si só, influência intrinsecamente positiva ou negativa sobre a inteligência humana. Entretanto, a interação dos indivíduos com tais tecnologias mostra-se determinante, podendo favorecer tanto posturas passivas quanto atitudes críticas, baseadas na reflexão, no questionamento e na construção autônoma do conhecimento. Conclui-se que as respostas às transformações tecnológicas envolvem dimensões éticas e individuais que requerem aprofundamento teórico, a fim de promover uma atuação consciente em uma sociedade cada vez mais tecnológica e globalizada.
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