Abstract
This article examines Geography teaching in youth and adult education offered in Brazilian prisons. It asks what research on prison education, read alongside scholarship on school Geography, can tell us about teachers' working conditions and opportunities for learning. To address this question, the paper brings together studies from both fields, research on the spatiality of incarceration, and legal documents in a narrative review. It focuses on the conditions that allow classes to take place and continue over time, the mediation between students' spatial experiences and school knowledge, and the evidence needed to investigate learning. Concepts such as place, territory, and scale offer possibilities for lesson planning, but their inclusion in a curriculum does not establish that students have learned them. Since the study draws on neither classroom observations nor student work, it proposes criteria for empirical research without attributing learning outcomes to particular classes or individuals.
References
BRASIL. Lei nº 7.210, de 11 de julho de 1984. Institui a Lei de Execução Penal. Brasília, DF: Presidência da República, 1984. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l7210compilado.htm. Acesso em: 25 mar. 2026.
BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Brasília, DF: Presidência da República, 1996. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm. Acesso em: 7 mai. 2026.
BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Câmara de Educação Básica. Resolução nº 2, de 19 de maio de 2010. Dispõe sobre as Diretrizes Nacionais para a oferta de educação para jovens e adultos em situação de privação de liberdade nos estabelecimentos penais. Brasília, DF: CNE/CEB, 2010. Disponível em: https://legislacaofinanceira.fazenda.sp.gov.br/Federal/Resolu%C3%A7%C3%A3o%20CNE%202-10.pdf. Acesso em: 16 mar. 2026.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, DF: MEC, 2018. Disponível em: https://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 11 jun. 2026.
CALLAI, Helena Copetti. Aprendendo a ler o mundo: a geografia nos anos iniciais do ensino fundamental. Cadernos CEDES, Campinas, v. 25, n. 66, p. 227-247, 2005.
CASTELLAR, Sonia Maria Vanzella; PAULA, Igor Rafael de. O papel do pensamento espacial na construção do raciocínio geográfico. Revista Brasileira de Educação em Geografia, Campinas, v. 10, n. 19, p. 294-322, 2020. DOI: https://doi.org/10.46789/edugeo.v10i19.922.
CASTELLAR, Sonia; VILHENA, Jerusa. Ensino de geografia. São Paulo: Cengage Learning, 2010.
CAVALCANTI, Lana de Souza. Geografia, escola e construção de conhecimentos. Campinas, SP: Papirus, 1998.
CAVALCANTI, Lana de Souza. O ensino de geografia na escola. Campinas, SP: Papirus, 2012.
CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (Brasil). Resolução nº 391, de 10 de maio de 2021. Estabelece procedimentos e diretrizes a serem observados pelo Poder Judiciário para o reconhecimento do direito à remição de pena por meio de práticas sociais educativas em unidades de privação de liberdade. Brasília, DF: CNJ, 2021. Disponível em: https://atos.cnj.jus.br/atos/detalhar/3918. Acesso em: 18 jul. 2026.
FIGUEIREDO, Jakes Charles Andrade de; PANIAGO, Maria Cristina Lima. A educação prisional em presídio federal: os desafios dos professores diante dessa realidade. Série-Estudos, Campo Grande, v. 28, n. 63, p. 155-175, 2023. DOI: https://doi.org/10.20435/serieestudos.v28i63.1798.
FOUCAULT, Michel. Vigiar e punir: nascimento da prisão. Tradução de Raquel Ramalhete. Petrópolis: Vozes, 1987.
GOFFMAN, Erving. Manicômios, prisões e conventos. Tradução de Dante Moreira Leite. São Paulo: Perspectiva, 1974.
GRACIANO, Mariângela; SCHILLING, Flávia. A educação na prisão: hesitações, limites e possibilidades. Estudos de Sociologia, Araraquara, v. 13, n. 25, p. 111-132, 2008. Disponível em: https://periodicos.fclar.unesp.br/index.php/estudos/article/view/1148. Acesso em: 14 ago. 2026.
JULIÃO, Elionaldo Fernandes. Escola na ou da prisão? Cadernos CEDES, Campinas, v. 36, n. 98, p. 25-42, 2016. DOI: https://doi.org/10.1590/CC0101-32622016162554.
MORAN, Dominique. Carceral geography: spaces and practices of incarceration. Farnham: Ashgate, 2015.
ONOFRE, Elenice Maria Cammarosano; JULIÃO, Elionaldo Fernandes. A educação na prisão como política pública: entre desafios e tarefas. Educação & Realidade, Porto Alegre, v. 38, n. 1, p. 51-69, 2013. Disponível em: https://www.scielo.br/j/edreal/a/V5W4MGrPhHnWn4HGNKcrs5L/. Acesso em: 9 jul. 2026.
PAIXÃO, Jairo Antônio da; MAGALHÃES, Guilherme; CUSTÓDIO, Glauber César Cruz. Educação em unidades prisionais: considerações sobre a prática pedagógica de professores. Revista Diálogo Educacional, Curitiba, v. 22, n. 73, p. 960-985, 2022. DOI: https://doi.org/10.7213/1981-416x.22.073.ao05.
SANTOS, Milton. A natureza do espaço: técnica e tempo, razão e emoção. 4. ed. São Paulo: Edusp, 2006.
