Resumo
O capítulo aborda o cuidado integral e humanizado em saúde, destacando a necessidade de reconhecer a pessoa em sua totalidade e não apenas a partir de sua condição clínica. A integralidade considera as dimensões biológica, psicológica, social e espiritual, valorizando as necessidades, experiências, valores, autonomia e dignidade de cada indivíduo. A humanização é apresentada como parte essencial da qualidade da assistência, envolvendo empatia, respeito, comunicação, acolhimento, participação e corresponsabilidade entre usuários e profissionais. Nesse contexto, a interdisciplinaridade assume papel fundamental, pois a complexidade das necessidades de saúde exige a articulação entre diferentes saberes e profissões. Mais do que reunir profissionais, o trabalho interdisciplinar pressupõe comunicação, compartilhamento de informações, definição conjunta de objetivos e integração das decisões, contribuindo para reduzir a fragmentação e favorecer a continuidade do cuidado. O capítulo também evidencia que a humanização não depende exclusivamente da postura individual dos profissionais, sendo influenciada por condições estruturais, organizacionais e de gestão, como recursos adequados, dimensionamento das equipes, organização dos processos e comunicação efetiva. Entre os desafios estão a sobrecarga dos serviços, a fragmentação das práticas, as dificuldades de comunicação e a necessidade de fortalecer a formação profissional para competências relacionais e trabalho em equipe. Conclui-se que uma prática verdadeiramente centrada na pessoa requer a integração entre ciência, tecnologia, técnica e relações humanas, promovendo um cuidado mais qualificado, ético, digno e participativo.
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