Resumo
Esta análise tem como objetivo refletir a rigidez da educação tradicional, ainda presente em muitas escolas, especialmente em contextos de ensino público com grandes turmas, focando na obediência e memorização, barrando à espontaneidade, a criatividade e o protagonismo das crianças. E, por outro lado, refletir a educação como um processo vivo, formadora de cidadãos criativos, críticos e sujeito ativo da sua própria aprendizagem. Para tanto, utiliza-se como arcabouço teórico autores que discutem literatura infantil, educação e psicologia do desenvolvimento. Nelly Novaes Coelho e Regina Zilberman contribuem para compreender o papel da literatura infantil brasileira e sua evolução histórica. Paulo Freire oferece fundamentos pedagógicos que valorizam a curiosidade e a aprendizagem pela experiência, contrapondo-se ao modelo rígido de ensino retratado no capítulo a ser discutido. Já Jean Piaget e Lev Vygotsky fornecem bases psicológicas para entender as travessuras de Cazuza como parte do processo natural de desenvolvimento cognitivo e social.
Referências
COELHO, Nelly Novaes. Literatura infantil: história e crítica. São Paulo: Scipione, 2000.
ZILBERMAN, Regina. Literatura infantil: aspectos ideológicos e educativos. Petrópolis: Vozes, 1994.
CORRÊA, Viriato. Cazuza. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1938.
CORRÊA, Viriato. Cazuza. 32. ed. São Paulo: Ed. Nacional, 1984.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996
PIAGET, Jean. A psicologia da criança. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1976.
VYGOTSKY, Lev S. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1984
