Resumo
Este livro analisa o Acordo de Alvor como marco decisivo da descolonização de Angola, ressaltando tanto seus avanços quanto suas fragilidades. Contextualiza a Revolução dos Cravos em Portugal e as pressões internacionais que aceleraram o fim da presença colonial, ao mesmo tempo em que expõe as rivalidades entre MPLA, FNLA e UNITA, mais voltadas para a conquista individual do poder do que para a construção de um projeto político comum. O acordo, que previa cessar-fogo, governo de transição e eleições, mostrou-se frágil e rapidamente entrou em colapso, levando à escalada de confrontos armados. A obra destaca a falha da Cimeira de Nakuru, a ausência de mediação internacional efetiva e a proclamação unilateral da independência pelo MPLA em 11 de novembro de 1975 como desfecho inevitável. Conclui que o Acordo de Alvor, embora simbólico, não consolidou bases sólidas para o novo Estado, marcado desde a origem por exclusão, violência e guerra civil. Mais do que um estudo conclusivo, este livro propõe-se a ampliar o debate historiográfico sobre o fim do colonialismo português em África e a incentivar novas pesquisas críticas sobre o processo angolano.
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