Resumo
As neoplasias na infância advêm de variadas etiologias e, apesar de ter um curso benigno na maioria dos casos, algumas tumorações irão evoluir com malignidade. Tais tumores podem ser divididos em tumores hematológicos e tumores sólidos. Dentre os tumores sólidos, este trabalho tem como enfoque as tumorações abdominais malignas. Objetiva-se, portanto, discorrer sobre a diagnose e a terapêutica dos cânceres abdominais pediátricos, especificamente no âmbito cirúrgico. Para tanto, foi realizada uma revisão de literatura qualitativa e descritiva a partir das bases de dados Biblioteca Virtual em Saúde, Google Acadêmico e Scielo. Ao todo 28 trabalhos científicos foram escolhidos para a construção desta revisão, sendo 27 artigos, além do livro “Cancer: Principles and practice of oncology”. Dentre as principais tumorações malignas abdominais na infância se destacam: nefroblastoma, hepatoblastoma, linfoma de Burkitt, pancreatoblastoma, tumores de córtex suprarrenal e neuroblastoma. A inespecificidade da sintomatologia, além da rara ocorrência desses tumores se configuram como empecilhos para a diagnose, pois atrapalham a suspeição diagnóstica. Para a terapêutica, cada uma dessas neoplasias necessita de uma combinação entre quimioterapia e/ou radioterapia e cirurgia. O tratamento oncológico não se baseia apenas na abordagem cirúrgica, sendo necessário estabelecer um plano individualizado segundo o estadiamento do paciente, contudo, observa-se que a cirurgia desempenha um papel importante, associado a um melhor prognóstico do paciente. Destarte, faz-se necessário a confecção de novos estudos sobre os tumores malignos abdominais pediátricos para que tais patologias sejam mais conhecidas e assim, a dificuldade diagnóstica seja atenuada e novas terapias sejam descritas.
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