Resumo
INTRODUÇÃO A contestação relativa às questões ambientais obteve destaque nos últimos anos como deferência à certificação de crises ambientais vivenciadas em escala global, resultantes da exploração do ecossistema. OBJETIVO O presente artigo propõe uso de técnicas de geoprocessamento para análise de desmatamento da mata atlântica no município de Rio Largo/AL. METODOLOGIA Os materiais utilizados foram mapa florestal do INCRA (1968), levantamento aerofotogramétrico de 1970, dados de sensoriamento do projeto Mapbiomas de 1985, 2000 e 2018, além dos softwares Photoshop, QGIS, Google Earth Engine e o Libreofice. RESULTADOS Observou-se que em 1970, Rio Largo apresentava uma área florestal de 9158,70 ha, 3548,18 ha em 1985, 3481,66 ha em 2000 e 3686,28 ha em 2018. O período mais crítico foi entre 1970 e 1985, em que a área de floresta diminuiu 61,26%, assim como, sua importância e influência ambiental positiva para o município de Rio Largo/AL. Para avaliar o impacto ambiental da retirada da Mata Atlântica de Rio Largo, foram calculadas as extensões da rede hidrográfica do município que ficaram desprotegidas, ou seja, sem a presença de uma Área de Proteção Permanente (APP). Entre 1970 e 1985 observou-se 20,83 km de rede hidrográfica desprotegida, uma diminuição para 4,08 km entre 1985 e 2000 e um aumento para 4,86 km entre 2000 e 2018. CONCLUSÃO O Geoprocessamento aplicado a dados oriundos do sensoriamento remoto possibilitam a análise do impacto ambiental pela retirada das Florestas. Novos trabalhos desenvolvidos podem ampliar o banco de dados georreferenciados.
