Resumo
Os coronavírus (CoVs) são vírus envelopados com aspecto de coroa. A rapidez com que a COVID-19 se disseminou interferiu no cotidiano de bilhões de pessoas no planeta em vários aspectos, como o social, econômico, científico e médico. A infecção acomete o trato respiratório superior, predominantemente. A equipe de saúde é vulnerável ao contágio do vírus, podendo evoluir negativamente com distúrbios do sono. Dessa forma, a investigação da relação entre distúrbios do sono em profissionais da saúde face à pandemia da COVID-19 se faz necessária e se torna o principal objetivo desta revisão, principalmente no que tange à qualidade do sono desse, buscando determinar correlações entre a ocorrência da pandemia no cenário mundial e distúrbios do sono ocasionados por ela. Foi elaborada uma revisão integrativa da literatura, seguindo o caráter exploratório de abordagem qualitativa. Foram encontrados 735 artigos, 78 obedeceram aos critérios de inclusão, 16 artigos foram selecionados para leitura criteriosa e na íntegra e 7 artigos foram considerados como pertinentes e estudados. Então, a avaliação da qualidade do sono foi analisada através de diversos questionários de rastreamento. A representatividade feminina foi de 61% e masculina 39% do total de participantes. A idade média da amostra foi de 28-40 anos, sendo 35 anos a idade de destaque. Os enfermeiros foram os profissionais da saúde mais afetados pela insônia, sendo citados em quatro trabalhos (57%). Inúmeros fatores podem contribuir para a qualidade do sono dos profissionais da saúde, como o desgaste físico pelo isolamento social, o uso de equipamento de proteção individual por muitas horas, preocupações em relação à família e o medo de contaminação. A pesquisa foi realizada com rigor científico adequado, com aquisição de novos conhecimentos e, após análise, estratégias de enfrentamento foram sugeridas pelos autores.
